Roberta Alimonda em seus dias no Belém do Pará

10 setembro, 2018
Autor: Redação

A empresária e atriz Roberta Alimonda, fez uma viagem pra lá de especial, para o Belém do Pará. Aos 30 anos, Beta foi ao norte do Brasil, ao lado de seu pai e suas irmãs, para o aniversário de 80 anos de sua tia. Foram 3 dias incríveis, onde ela pode conhecer um pouquinho da tão rica cultura paraense.

Por aqui Roberta nos contou tudo sobre essa experiência e ainda nos passou dicas essenciais de Belém. Entre aqui e confira!

 

 

TPO – O que te inspira e te move na busca de novos destinos e viagens?

BETA: Sempre quando viajo, o que mais anseio em conhecer é a população local, amo chegar em um novo lugar e observar seus rostos, corpos, vestes, linguagem corporal, modo de falar e sotaques. Eu amo observar o ser humano em geral, e em novos lugares e culturas, tudo fica ainda mais interessante. Claro, as paisagens são sempre muito aguardadas e a gastronomia, nem se fale rs!

 

TPO – Qual foi o melhor conselho que já recebeu sobre “viagens”?

BETA: O melhor conselho é: viva a cultura do lugar! Não queira ir nos lugares só porque ouviu dizer ser “descolado e todo mundo vai”, busque aquele destino que ninguém ouviu falar, aquele restaurante daquela senhora que vive ali há não sei quantos anos, que vai sentar com você e te contar estórias. Vá na loja que venda coisas típicas daquele lugar, e assim por diante. Abrace o novo e o incomum!

 

TPO – Depois de já ter conhecido e desbravado alguns destinos, o que ainda te assusta?

BETA: Me preocupo sempre com o tempo! Quando estou em um lugar novo, tudo que eu penso é, que eu queria mais tempo, mais tempo para desbravar e para vivenciar tudo aquilo. Me controlo para não ficar nessa ansiedade e me condiciono a curtir o presente.

 

 

 

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TPO – Playlist da Trip:

BETA: Tenho uma playlist que escuto sempre, no meu Spotify, (eu a montei), chama Preferidas ou outra que amo também é a Women of Jazz.

 

TPO – O que não pode faltar nessa mala?

BETA: Não sou de levar malas gigantescas cheias de looks e acessórios. Gosto de levar sempre uma mala com o mínimo possível, roupas sempre mais arrumadas que poderei usar para almoço e permanecer passeando e já emendar o jantar! Não sou muito de cores também, o que ajuda, trabalho no preto, nude, branco e vambora! rs. Ah!!! Protetor Solar, sempre, faça chuva ou faça sol, estou com protetor 60!

 

TPO – Como você chegou lá?

BETA: Minha irmã comprou as passagens para todos, e sem nos consultar pegou voos um tanto trabalhosos, rsrs! Na ida fomos pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos – SP e fizemos conexão de duas horas no Aeroporto Internacional do Galeão – RJ  e de lá fomos para o Aeroporto Internacional de Belém. A viagem durou muito para nós, mas o voo direto são 3h30 mais ou menos (Recomendo!!!)

 

TPO – Mala de rodinha ou mochilão?

BETA: Mala de rodinha sempre!

 

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TPO – O que não dá pra perder?

BETA: O Mangal das Garças, um parque ecológico, resultado da revitalização de uma área de 40.000 m².  Lá você se depara com as matas de várzea, os animais da região, mais de trezentas espécies de árvores nativas, o viveiro de Aningás e orquidário. Além do próprio parque, tem o restaurante Manjal das Garças, com um buffet delicioso e espaço lindo em frente ao Rio Amazonas, especificamente no encontro dos rios Capim e rio Guamá.

Outro lugar, é o Mercado Ver-o-Peso, mercado inaugurado em 1625 às margens da baía do Guajará. Lá você esta completamente imerso na cultura paraense, com comidas típicas, objetos feitos pelas tribos amazônicas, curandeiras vendendo remédios naturais feitos com as ervas da região, mercado de peixes e assim vai, imperdível! E como falei, o melhor lugar para observar e conhecer o povo e a cultura do lugar!

 

TPO – Onde e o que comer?

BETA: Manjal das Garças, para almoço, uma delícia de lugar. Depois ir às docas, que estão ao lado do Mercado Ver-o-Peso e tomar sorvete na Sorveteria Cairu, eles têm todos os sorvetes de sabores típicos da região! Aconselho o de Taperebá e/ou de Bacuri…humm queria um agora!

E a dica de ouro: DEVE-SE ir jantar ou almoçar, no restaurante Remanso do Bosque do chef Thiago Castanho, gastronomia gourmet criativa e elaborada com ingredientes da Amazônia, com fogão à lenha e ambiente elegante. Não é exagero, é o MELHOR restaurante que ja comi na minha vida, de todas as cidades e países que ja visitei. É um restaurante que deveria ter todas as estrelas Michelin! O serviço é impecável e a comida é dos deuses, além de uma perfeição na apresentação. Pedimos praticamente o cardápio todo, pois estávamos em 20 pessoas. Experimentei um pouco de todos, não havia um mais ou menos, todos deliciosos e perfeitos. As sobremesas não deixam por menos! De lá comprei o licor de bacuri, e a manteiga com cupuaçu, hmm maravilhosa! O chef tem um livro com cem receitas dele, a venda no restaurante, com venda na internet também, chamado: Brazilian Food, por Thiago Castanho.

 

TPO – Onde se hospedou?

BETA: Fiquei do Grand Mercury. Fui recebida muito bem e o serviço foi ótimo, o quarto confortável e bem limpo. Há um rooftop com academia, piscina e sauna. Em Belém, não há um hotel de extremo luxo, esse é considerado o melhor, o que na minha opinião é uma pena, a cidade ampliaria muito o turismo se houvesse hotéis mais luxuosos e perto dos lugares turísticos, com vistas para os rios.

 

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TPO – Em qual época do ano você escolheu ir para esse destino?

BETA: Fui agora no começo de agosto, para grandes comemorações. O jantar de 80 anos da Tia Jeannette e para festa de 15 anos da Rebequinha, afilhada do meu pai. Belém é calor o ano inteiro! Fez 30 graus todos os dias em que eu estava lá. A cidade também é conhecida por suas épocas de chuvas, que é de dezembro a abril. Porém, choveu todos os dias, mesmo agora em Agosto, aquela chuva forte e rápida de verão, foi ótimo, pois deu uma refrescada.

Em outubro, a cidade lota, pois é realizado o Círio de Nazaré, a festa mais conhecida da cidade, reunindo 2 milhões de fiéis da Nossa Senhora de Nazaré, santa adorada pelos caboclos da Amazônia. E em maio acontece o Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense, que reune vários chefs de diversas regiões do Brasil, e preparam delícias especiais com os ingredientes da região.

 

TPO – Fatos engraçados:

BETA: A minha família é pura risada! Todos são umas figuras e fazem tudo valer a pena. Mas nessa viagem simplesmente esquecemos o presente de 80 anos (motivo pelo qual fomos para Belém) da nossa Tia Jeannette. O jantar era às 20:00 e eu e minha irmã mais nova corremos para o shopping de lá, para achar um presente por volta das 19:00! Rodamos, corríamos cada uma para um lado, e no fim achamos uma única loja apenas, que dava para dar um presente legalzinho. Voltamos correndo, tomamos banho, nos aprontamos e meu pai entra em nosso quarto e estamos lá, as duas com o presente na mão, prontas e “plenas”…ele nem imagina, rs!!!

 

TPO – Cereja do Bolo:

BETA: A cereja do bolo foi estar com meus familiares, muitos deles eu ainda não havia nem conhecido, todos da família Alimonda. Após o jantar da nossa tia, sentamos todos na sala e ouvimos histórias das nossas tias Jeannette e Ada, de 80 e 76 anos. Sobre a infância delas, dos nossos bisavós, da vinda deles da Itália para o Brasil, dos nossos avós, aventuras delas como mulheres naquela época, as travessuras do meu pai (rs), histórias felizes e histórias tristes…e quando me dei conta, eu estava ali, completamente presente, no momento, sem aquela ansiedade e medo de acabar o tempo. Só agradeci a Deus por poder criar memórias com todos eles, e para um dia eu ser aquela tia, fazendo 80 anos e contando a história das nossas vidas para os meus familiares.

Uma viagem emocionante. Amamos muito!!!

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