Pin TPO Experiências únicas vividas por Marcela, na Islândia

4 fevereiro, 2019
Autor: Redação
Marcela, tem 29 anos, é nômade digital e acredita que rodar o mundo, viver sem fronteiras e colocar uma mochila nas costas e se jogar, seja a melhor maneira de viver. Junto ao seu namorado, criou um blog chamado Caminhos me levem, onde compartilham todas as suas experiências por esse mundão. Hoje, Marcela dividiu com a gente um pouco de como foi sua inusitada viagem para Islândia. Foram 12 dias com muitas aventuras e uma bagagem cheia de experiências únicas arrecadada. Para conferir, entre aqui e viaje junto com a gente!

TPO – O que te inspira e te move na busca de novos destinos e viagens?

MARCELA: Minha motivação para viajar é uma mistura tão intensa de sentimentos que é difícil descrever. Em um dia eu estou cansada da quantidade de informações novas às quais a gente é exposto numa viagem: novos idiomas, cores, sabores, cheiros, moedas e rostos. Mas depois de uma boa noite de sono já bate aquela empolgação de novo. Basta ver uma foto de um lugar bonito, ou ler o relato inspirador de outro viajante, pra eu começar a planejar a próxima viagem. E esse ciclo se repete sem parar. Um bom exemplo é a Islândia. Eu nunca tinha pensado em viajar pra lá. Imaginava que seria muito caro e difícil, talvez impossível. Mas bastou ver uma foto, fazer uma pesquisa rápida e ver que dava pra tornar essa viagem realidade, e a empolgação tomou conta de mim. Disso nasceu uma das experiências mais incríveis da minha vida!

TPO – Qual foi o melhor conselho que já recebeu sobre “viagens”?

MARCELA: Alguém um dia me disse que ser viajante é diferente de ser turista, e isso ficou pra sempre em mim. Fazer turismo é caro, necessita planejamento e nem sempre é tão legal. Viajar (principalmente no meu estilo, que é o mochilão) é ser um andarilho livre e sem rumo. O nome do meu blog de viagens reflete bem esse sentimento: “Caminhos me Levem”.

TPO – Depois de já ter conhecido e desbravado alguns destinos, o que ainda te assusta?

MARCELA: Depois de ter viajado para quase 50 países era de se esperar que passar por uma imigração tivesse se tornado rotina, mas a verdade é que sempre rola um frio na barriga. Acho que por ser mochileira e nem sempre ter planos de viagem concretos para o país no qual estou entrando.

TPO – Playlist da Trip:

MARCELA: Eu sempre viajo ouvindo música. Na minha playlist você encontra muitos nomes brasileiros: Milton Nascimento, Almir Sater, Geraldo Azevedo e por aí vai. Mas na Islândia aconteceu uma coisa engraçada. Como estava viajando com dois moços asiáticos que conheci através de uma comunidade de carpool, e um deles era o motorista do carro, o rádio só tocou o que ele quis. No caso foi basicamente reggaeton e música eletrônica. Não é meu estilo, mas com certeza marcou a viagem. Basta tocar uma daquelas músicas pra eu lembrar da Islândia.

TPO – O que não pode faltar nessa mala?

MARCELA: Para uma viagem econômica pela Islândia (que foi o que eu fiz) é indispensável ter muitas camadas de roupa de frio e um bom saco de dormir. Nós passamos algumas noites no carro e não foi muito confortável, mas pelo menos estávamos quentinhos.

TPO – Como você chegou lá?

MARCELA: Quando pesquisei sobre a Islândia uma das coisas que mais me motivou a seguir em frente com os planos de viagem foi o fato de que há voos baratos da Europa pra lá. Voei de Vilnius (Lituânia) para Reykjavik pela WizzAir, e voltei de Reykjavik para Barcelona (Espanha) pela Norwegian. Total de R$410 (pagando a mais para despachar uma mala em cada trecho, afinal toda aquela roupa de frio ocupa espaço). Comprei com 2 meses de antecedência para conseguir esse preço.

TPO – Mala de rodinha ou mochilão?

MARCELA: Nós éramos 4 pessoas dentro de um carro bem pequeno. Todos tínhamos muitas coisas (roupas de frio, equipamento para cozinhar, comida, etc), mas como nossas bagagens eram mochilas maleáveis, foi fácil encaixar tudo no porta-malas. Acho que se fossem 4 malas de rodinhas elas não caberiam de jeito nenhum.

TPO – O que não dá pra perder?

MARCELA: A Aurora Boreal, sem dúvida nenhuma! Costumo me referir à noite em que vi aquelas luzes dançando no céu como um dos momentos mais incríveis da minha vida. Me fez chorar de emoção.

TPO – Onde e o que comer?

MARCELA: Comida na Islândia é um ponto que merece atenção, caso você queira fazer uma viagem econômica. Mesmo um hot dog no posto de gasolina custa muito caro. Minha dica é fazer uma boa compra num supermercado chamado Bônus (que é o mais barato) para comer lanchinhos ao longo do dia. Por outro lado, a Islândia possui alguns pratos típicos muito exóticos que não dá pra deixar de provar. Um que eu amei foi a sopa de lagosta do restaurante Saegreifinn, em Reykjavik, que já foi eleita a melhor do mundo. Já um que eu odiei (e tenho nojinho até de lembrar) foi a cabeça de ovelha no restaurante Fljóttegeott, na rodoviária de Reykjavik (BSI). Com certeza uma experiência marcante.

TPO – Onde se hospedou?

MARCELA: Minha viagem pela Islândia durou 12 dias no total. 4 noites foram na capital Reykjavik, onde fiquei com um rapaz do CouchSurfing. Já na roadtrip ao redor do país nós alternamos entre noites dormidas no carro e noites em hostel. A principal dica é fazer a carteirinha de afiliação ao HI (Hostelling Internacional) para ter desconto. Os locais onde dormimos durante a roadtrip foram:
  • 1ª noite: dentro do carro em uma pracinha da cidade de Selfoss.
  • 2ª noite: numa cama bem quentinha no Vik HI Hostel, na cidade de Vik. Nós chegamos bem tarde e saímos bem cedo, então não deu tempo de avaliar as instalações do hostel.
  • 3ª noite: no estacionamento do Skaftaffel (National Park). Lá tem banheiro com chuveiro quente pra usar (paga-se uma taxa).
  • 4ª noite: Hofn HI Hostel. Quartos super confortáveis, cozinha imensa e muito bem equipada e sistema de aquecimento potente. Além disso ele fica perto de uma área mais escura da cidade de Hofn, de onde foi perfeito ver a Aurora Boreal.
  • 5ª noite: Post Hostel na cidade de Seyđisfjörđur, uma acomodação bem organizada, com cozinha e quartos espaçosos. Lembro bem de como eu fiquei feliz com a máquina de chocolate quente (cortesia) quando cheguei lá congelando de frio.
  • 6ª noite: Dormimos no carro, perto do aeroporto da cidade de Reykjahlíđ. Nossa ideia era ficar longe da cidade para ver a Aurora Boreal de novo, mas estava nublado e não rolou.
  • 7ª noite: Conseguimos um anfitrião do CouchSurfing na cidade de Akureyri (segunda maior do país). Foi uma experiência ótima conversar com um islandês e entender como é a vida naquela ilha mágica.
  • 8ª noite: Dormimos no carro perto do porto de Stykkishólmur. Essa foi nossa última noite de roadtrip e conseguimos ver um pouquinho de Aurora Boreal por trás das nuvens. O amanhecer foi esplêndido, uma das vantagens de acordar dentro de um carro no alto de uma colina.

TPO – Em qual época do ano você escolheu ir para esse destino?

MARCELA: Viajar para a Islândia em estações diferentes é como viajar para mundos distintos. Minha escolha foi no inverno, única época em que é possível ver a Aurora Boreal. Muita gente viaja no verão ou primavera e diz que o país é incrível: mais animais, temperaturas amenas e todas as cores imagináveis na vegetação.

TPO – Fatos engraçados:

MARCELA: Na noite que dormimos em Hofn nós ficamos muito tempo esperando pela Aurora Boreal, mas sem sucesso. Depois que já estava dentro do quarto, pronta pra dormir, um dos meus companheiros de viagem enviou uma mensagem dizendo pra eu correr pra fora porque as luzes estavam começando. Não deu tempo de colocar muita roupa nem de pegar a câmera. Saí correndo de verdade! E de fato cheguei bem a tempo de ver a Aurora Boreal, mas tremi de frio a cada segundo. E fiquei sem fotos, apesar de estar tudo gravado nas minhas lembranças.

TPO – Cereja do Bolo:

MARCELA: A Islândia me tocou por inteira. Claro que a Aurora Boreal foi o momento mais incrível, mas muitas experiências me arrancaram arrepios e até lágrimas: me banhar em uma piscina geotérmica à noite, enquanto caía uma chuva de granizo, caminhar sobre um lago congelado, entrar numa caverna de gelo, ver focas curiosas numa praia totalmente deserta, sentir o poder do vapor dos gêiseres, observar blocos de gelo navegando em um rio, a caminho do mar, ver o pôr-do-sol em um cânion de águas translúcidas. A lista é interminável, e só viajando pra lá se tem a verdadeira noção de como a Islândia é incrível.

Galeria de fotos de Marcela na Islândia:

Adoramos a sua viagem Marcela, obrigada por compartilhar sua experiência e dicas incríveis!

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