Pin TPO Dicas da Islândia por Lívia Oliveira

12 novembro, 2018
Autor: Redação

No auge dos seus 27 anos, Lívia Oliveira, analista de compras e dona do blog Vai Pra Onde Lívia, onde compartilha todas as suas experiências, tirou alguns dias da sua rotina, para conhecer a tão incrível Islândia.

Foram 5 dias viajando pelo sul do país e pela capital Reykjavík. Já da até pra imaginar quão foi especial e inesquecível essa trip, não é?! Lívia trouxe todos os detalhes e dicas essenciais dessa experiência. Para conferir é só continuar com a gente!

 

 

TPO – O que te inspira e te move na busca de novos destinos e viagens?

LÍVIA: Conhecer pessoas e suas histórias de vida. Muitas vezes ao planejar uma viagem eu me pergunto: “o que essa cidade tem para me ensinar com relação a sua cultura, seu povo, sua descendência?”. A possibilidade de me abrir à novas experiências e intercâmbios culturais é única.

TPO – Qual foi o melhor conselho que já recebeu sobre “viagens”?

LÍVIA: “Aproveite o momento e as pessoas que cruzaram o seu caminho como se fosse a última oportunidade de viver e/ou estar com elas. Pois cada ser humano que cruza a nossa vida tem uma lição a nos passar.” Escutei esse conselho durante uma viagem à Índia. Eu estava fazendo um retiro de yoga e em um dos intervalos da aula um colombiano que largou tudo no país para morar em Déli, me puxou para uma conversa sobre a vida. Essa frase ficou marcada e tento praticá-la sempre que viajo.

 

TPO – Depois de já ter conhecido e desbravado alguns destinos, o que ainda te assusta?

LÍVIA: Essa pergunta é difícil! Não sou uma pessoa de sentir muito medo, pelo contrário, eu sou de me jogar do abismo e depois pensar…“será que tenho um paraquedas aqui comigo?” rsrs. Mas talvez acabar a grana durante uma viagem me assuste, pois costumo planejar muito bem os locais e as atrações a serem visitados antes de entrar no avião e, talvez me deparar com a falta de dinheiro para continuar os meus planos, possa me assustar um pouco.

 

TÁ POR ONDE

TPO – Playlist da Trip:

LÍVIA: Na Islândia ouvi muito Björk, desde os clássicos dela até o disco mais recente. Talvez por ser uma artista islandesa e me remeter ao meu sonho de adolescente de conhecer esse país. Outra banda que ouvi bastante na estrada foi Depeche Mode. Como uma boa geminiana, meu Spotfy pode começar o dia com Madonna e terminar ao som de Criollo, rsrs.

TPO – O que não pode faltar nessa mala?

LÍVIA: Definitivamente, roupa térmica e bota impermeável! Aprendi com a neve da Islândia a importância de um bom par de botas impermeável e antiderrapante. Lençol térmico de alumínio e um yoga mat também são bem-vindos para trips mais longas e fora dos grandes centros urbanos.

TPO – Como você chegou lá?

LÍVIA: Voei de Dublin para Keflavík, cidade a 50km de distância de Reykjavík, a capital islandesa. Meu irmão e eu utilizamos a low cost do país, Wow Air, e não tenho do que reclamar em relação à pontualidade e serviço à bordo. Na saída do aeroporto é fácil fazer câmbio para a coroa islandesa e contratar o ônibus que vai para Reykjavík. Chegamos em fevereiro e não me arrependo em nada, pois tive a oportunidade de conhecer cenários únicos e, para ser sincera, passei um frio bem aceitável (temperaturas entre 0 a -2C). O chato é que o aeroporto tende a fechar muitas vezes por conta das tempestades e bloqueios de neve também nas estradas. O lado positivo é pousar em uma pista branquinha de neve, logo ao lado de um dos oceanos mais gélidos do mundo.

 

 

TÁ POR ONDE

TPO – Mala de rodinha ou mochilão?

LÍVIA: Como eram poucos dias de viagem, fui com uma mala de rodinha e deixei o meu mochilão na casa da minha irmã, em Dublin. Escolhi a mala, por que levei basicamente comidas e casacos (a Islândia é o quinto país mais caro do mundo e eu quis poupar o máximo na alimentação para garantir a grana dos passeios, rsrs). No caso da low cost europeia, é de praxe levarmos apenas um volume para baratear a passagem. A Islândia é um país altamente estruturado, então não acredito ser um problema viajar de mala ou mochila. Mas lembre-se: quanto mais desenvolvido for o país, mais difícil será achar pessoas disponíveis para carregar sua mala no desembarque…É uma questão um tanto cultural cada um carregar suas coisas.

TPO – O que não dá pra perder?

LÍVIA: Ir para a Islândia e não apreciar um spa de águas geotermais é como ir à Roma e não provar uma pasta! Outro passeio imperdível, se você for no inverno – como foi o meu caso – é o da caça à Aurora Boreal.

Eu fui uma abençoada por todos os Deuses (rsrs) e consegui ver as luzes nórdicas logo no primeiro dia! E sim, chorei de emoção como uma criança. Foi uma das cenas mais encantadoras da minha vida. As praias de areia preta pode ser um diferencial caso o turista nunca tenha visto antes, é bem diferente!!
O bacana do país é que ele pode (e deve) ser visitado durante todo o ano. No inverno para se ter cenários de cachoeiras cobertas por neve, aurora boreal, glaciares e os famosos gêiseres que explodem da terra. Já no verão, a paisagem muda para uma natureza verdinha, trilhas por baixo de cachoeiras e o sol da meia noite.

 

 

TPO – Onde e o que comer?

LÍVIA: Não sou uma viajante apaixonada pela culinária, e isso é algo que venho tentando mudar nas minhas viagens, pois perde-se um pouco da cultura quando não sentamos com nativos em uma mesa de bar, restaurante ou na própria casa deles, sabe? Mas um local que TODO MUNDO vai comer na Islândia é numa famosa barraquinha de hot dog no centro de Reykjavík, bem próxima da Igreja de Hallgrímur. Os islandeses utilizam bastante um app chamado “Reykjavík Appy Hour”, que te mostrará, de forma econômica, as boas da região.

 

TPO – Onde se hospedou?

LÍVIA: Fiz Airbnb e amei a experiência! Já tinha utilizado a plataforma antes na Tailândia e na África do Sul, mas foi apenas na Islândia que a dona da casa ficou junto da gente diariamente. Pudemos assim, pegar outras dicas da cidade e entender a dinâmica cultural mais de perto, sabe? A casa dela fica bem no centro de Reykjavík, um excelente ponto para se hospedar. Vale mencionar que a cidade funciona basicamente por carros. Os ônibus são poucos e quando o assunto é turismo, vale a pena contratar uma agência (a minha escolhida foi a GrayLine Iceland e ficamos muito satisfeitos com o serviço. Existe também a Reykjavík Excursions, de referência na região quando o assunto é turismo). A não ser que você seja um especialista na direção em estradas com neve, rsrsrs, aí você pode fazer conta própria

 

TÁ POR ONDE

TPO – Em qual época do ano você escolheu ir para esse destino?

LÍVIA: Eu escolhi o inverno por dois motivos: era feriado de Carnaval no Rio de Janeiro e eu consegui dias de folga no trabalho, e porque queria ver a aurora boreal. Quero voltar à Islândia no verão para ter outro panorama do país, mas indico à todos os viajantes terem a experiência de visitá-la no inverno, os cenários são de tirar o fôlego! Parece até que a gente saiu de Nárnia, sabe? rsrs.

TPO – Fatos engraçados:

LÍVIA: Eu quase cai numa geleira, logo após escutar vários “crecs” do gelo enquanto pisava. É engraçado agora que passou, mas na hora o meu coração bateu à mil por hora. Foi em Jökulsárlón, bem ao sul do país, e nesse dia eu estava turistando sozinha (sem o meu irmão no tour).

TPO – Cereja do Bolo:

LÍVIA: A cereja do bolo (além da aurora boreal, rsrs) foi visitar a Cachoeira Skógafoss com um arco-íris que se abriu assim que sentei na neve para admirar a queda d’água. Foi como se eu tivesse um agradecimento da natureza por todo aquele momento. Eu me arrepiei por um tempo e esvaziei a cabeça de toda a preocupação que pareceram tão pequenas em comparação ao momento que estava vivendo. As vezes à vida nos reserva momentos tão únicos que viram fotografia na memória.

 

Fotografias da Islândia por Lívia Oliveira:

Estamos apaixonadas pelas fotos, dicas e pela viagem. Obrigada Lívia, por dividir tudo com a gente. E como falamos no começo, ela também tem um blog de viagem, e se você quer conferir ainda mais detalhes de todo o seu roteiro, é só entrar no post do Vai Pra Onde Lívia: Islândia.

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