Pin TPO Você já viu um boto-cor-de-rosa ao vivo? Saiba como fazer esse passeio

25 junho, 2019
Autor: Redação

Cá estamos novamente para trazer mais um incrível passeio de observação animal – um dos maiores segmentos do turismo -. Dessa vez falaremos do boto-cor-de-rosa que pode ser visto bem de perto em terras Brasileiras, mais precisamente nas proximidades de Manaus, no Amazonas.

Quer saber todos os detalhes e planejar viver essa experiência única? Então fique com a gente e anote nossas dicas.

Infelizmente a região da Amazônia não é tão explorada pelo turismo quanto poderia. Esse nosso tesouro é muito importante para nós Brasileiros, como também para o resto do mundo, e sendo bem explorada no âmbito turístico, pode atrair incentivos e renda para preservação de diferentes espécies animais e renda local.

Por aqui, é possível ter contato com essa cultura que está tão perto e ao mesmo tempo tão distante de nós. Nesses passeios, além de observar o boto-cor-de-rosa, podemos conhecer o encontro das águas dos rios, observar vitorias régias, passear pelos igarapés e igapós e até participar de algumas tradições dos índios das tribos locais.

Mas vamos entender melhor sobre esses animais:

Boto-cor-de-rosa

O boto-cor-de-rosa, da família dos cetáceos, também conhecido como golfinho fluvial, é também chamado de: boto-vermelho, boto-rosa, boto-malhado, boto-branco, costa-quadrada, cabeça-de-baldeou uiara ou somente boto. São 3 espécies diferentes, que são encontrados apenas na África e na América do Sul – mais precisamente nas bacias dos rios Amazonas e Solimões, na sub-bacia Boliviana e na bacia do rio Araguaia.

Os machos são 16% mais altos e 55% mais pesados do que as fêmeas, sendo um dos cetáceos com dimorfismo sexual – quando algumas características físicas de cada gênero são diferentes -, mais evidentes.

Os botos-cor-de-rosa machos chegam na maturidade sexual, ao atingirem 2 metros de comprimento, já as fêmeas variam entre 1,60 e 1,75, geralmente entre 6 e 7 anos. E sua reprodução acontece quando os níveis d’água estão baixos. A gestação costuma durar entre 10 e 11 meses, com intervalos de partos de 2 a 3 anos, os filhotes nascem com cerca de 80 centímetros e a lactação acontece durante o primeiro ano.

As suas nadadeiras dorsais são pequenas e largas, já as peitorais são grandes, o que fazem, juntamente com o seu comprimento médio e com a falta de fusão vertebral, terem capacidade de nadarem pelas florestas inundadas e assim capturarem com mais facilidade as suas presas. E por falar em presas, o boto-cor-de-rosa se alimenta de peixes, além de tartarugas e caranguejos.

Mas você deve estar mesmo é se perguntando sobre a famosa lenda brasileira do boto-cor-de-rosa, não é?! Então vamos te explicar: vinda do povo ancestral da Amazônia, a lenda diz que em noite de lua cheia, o boto se transforma em um lindo homem, bem vestido e com um chapéu na cabeça, que visitava as comunidades ribeirinhas próximas do rio para seduzir as mulheres. O mais interessante, é que a lenda era usada como “motivos” (também conhecidos como desculpas esfarrapadas, rs) para um comportamento visto como “errado” para aquela sociedade, como por exemplo o nascimento de um menino mais afeminado ou uma gravidez indesejada. Infelizmente, é por essas razões, que muitos botos já foram mortos antigamente.

Mas felizmente hoje, já não existe tanta radicalidade por lá, e a história ficou vista apenas como uma lenda do folclore brasileiro. Então, o boto-cor-de-rosa virou uma das principais atrações de toda Amazônia, o que acabou atraindo milhares de turistas do mundo todo.

Passeio para observar o boto-cor-de-rosa:

Normalmente, esse passeio é feito em Novo Airão, – um município na região metropolitana de Manaus -, realizado por diversas agências da capital, com pacotes contendo outras atividades também.

Vamos colocar aqui um roteiro bastante comum:

A saída da lancha no porto flutuante de Manaus é normalmente às 8h30 da manhã. Elas são todas equipadas com acessórios necessário e exigidos para segurança, como coletes salva-vidas e rádio comunicador, por exemplo.

O caminho até o ponto número 1 é todo feito pela orla de Manaus, onde podemos observar os bairros ribeirinhos, o Mercado Municipal e o Centro Histórico. A primeira parada é para admirar o encontro das águas, onde o Rio Solimões e o Rio Negro se juntam. O fenômeno natural é incrível e muito perceptível, já que as águas de um são escuras e as do outro amareladas. Essa junção das águas corre por quilômetros.

Seguindo viagem, a próxima parada é no Parque Ecológico Janauary, mas o seu percurso também é um presente, já que é possível observar a vila do Catalão e as suas casas flutuantes. Chegando no Parque, as pessoas desembarcam em uma passarela suspensa para admirar as Vitórias Régias. E depois, uma pausa para o almoço em algum restaurante por perto, com comida típica da região, – sempre um peixe delicioso -.

Após a pausa do almoço, o caminho sentido a região do Paricatuba, no Rio Negro, onde acontece a parada para ver o boto, oferece uma paisagem única da floresta. Antigamente era permitido nadar junto com os botos-cor-de-rosa, porém atualmente não é mais, apenas observar de perto eles brincando (são animais muito dóceis) e no máximo tocá-los quando eles estão sendo alimentados pelos instrutores, onde geralmente ficam na posição vertical. Vale lembrar que existem horários determinados para essa visitação, além de uma orientação com uma pessoa especializada, falando sobre a história local, curiosidades do boto e algumas informações importantes.

Depois de observar os botos, o passeio segue até a reserva do Tupe (RDS), por lá é feita uma visita a comunidade onde há 3 etnias indígenas (Tuyuca, Tucano e Desana). Ao chegar, os índios dão boas-vindas aos turistas, contam um pouco sobre sua história, e logo fazem uma apresentação, que na verdade é um ritual deles, onde tocam os instrumentos feitos por eles, dançam, cantam músicas. Depois disso, é hora de prestigiar os trabalhos da aldeia, em um pátio onde os moradores vendem seus artesanatos, como brincos, colares, arco e flechas, braceletes, máscaras, zarabatanas e certos. Lembrando que os índios vivem do artesanato e do turismo, então vale levar algumas peças deles para ajudar e deixar como lembrança dessa viagem única.

E então, depois de passar pela tribo, já no fim da tarde, o retorno direto para Manaus. Nessa viagem também sugerimos você a fazer um passeio inesquecível para o Arquipélago de Anavilhanas. Fizemos um post completo por aqui para você se planejar.

Agências em Manaus para fazer o passeio:

Qual é a melhor época para ir a Manaus?

Tanto a época das cheias como das secas, a região oferece atrações naturais incríveis. Na vazante, que acontece entre setembro e fevereiro, as praias que contornam as ilhas aparecem. E entre abril e agosto, que acontecem as cheias, as ilhas ficam submersas e a floresta inunda, podendo acontecer os passeios entre os igarapés e paranás.

Onde se hospedar em Manaus:

Onde se hospedar em Novo Airão:

Vamos nessa? Uma experiência única para levar a vida inteira!!!

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