Pin TPO Mergulhe com águas-vivas no Jellyfish Lake em Palau

1 junho, 2020
Autor: Redação

Hoje viemos com uma novidade quentinha para vocês, o lago de água-viva, mais conhecido como Jellyfish Lake de Palau, na região da Micronésia no oeste do Oceano Pacífico, que depois de muitos anos, reabre para turistas poderem viver a experiência de nadar com um dos animais mais incríveis do mundo mas muitas vezes bastante temido.

Em dezembro de 2019, os oficiais do governo anunciaram que o lago Ongeim’l Tketau Jellyfish estava apto para receber visitantes, já que possui novamente um número suficiente de águas-vivas, para proporcionar um momento único aos turistas, sem perigo de afetar o habitat natural.

Essa reabertura aconteceu depois que a população de água-viva nesse lago sofreu um drástico declínio, no ano de 2016, devido às secas preocupantes que atingiram o arquipélago. De acordo com uma pesquisadora do CRRF Gerda Ucharm, desde o encerramento do turismo no interior do lago e com a quantidade de chuvas nessa região, mais de 600 mil águas-vivas douradas retornaram ao lago. Além disso, esse número pode aumentar ainda mais, se o clima chuvoso permanecer em Palau.

Mas afinal, que lugar é esse?

O Jellyfish Lake, está localizado em Eil Malk, uma das 500 ilhas de Palau, que faz parte da Rock Islands, na Oceania. O lago que possui cerca de 12 mil anos, na verdade é um remanescente da última era glacial, que durante esse período, o nível do mar aumentou muito, fazendo com que a água do oceano enchesse a bacia, e quando as geleiras se recuaram, o local isolado permitiu que as espécies de medusas e de outros peixes se desenvolvessem por ali mesmo e sozinhas, se tornando raras e únicas no planeta.

Para termos uma noção, no ano de 2005, aproximadamente 30 milhões de águas-vivas viviam no lago, e um pouco mais de 10 anos depois, não havia quase nenhum indivíduo da espécie. Como falamos lá em cima, atualmente esse número aumentou bastante, podendo trazer com segurança, turistas para observá-las.

Palau, que está localizado na ilha de Mecherchar, também conhecida como Eil Malk, abriga mais de 50 lagos marinhos, porém como forma de preservação e cuidado com a espécie, o Jellyfish Lake e o único aberto para visitantes.

Mas você deve mesmo, é estar se perguntando que espécie é essa e como podemos nadar com águas-vivas sem nos machucarmos, não é?! Vamos saber?

Conheça as águas-vivas douradas:

A espécie água-viva dourada possui 2 estágios alternados em sua vida, o pólipo e a medusa. Os pólipos que medem certa de 2mm, vivem a menos de 10 metros de profundidade e nas margens de um lago. Já a medusa, acontece no estágio de quando a água-viva dourada está em sua fase madura e possui em seus tecidos, algas simbióticas que se chamam zooxantelas, onde suas geléias garantem que o animal receba luz solar para fazer a fotossíntese, que por sua vez, fornecem energia e nutrientes ao animal.

Um fato interessante, é que mesmo em um único lago, as águas-vivas seguem um padrão migratório, onde todas as manhãs nadam em direção ao nascer do sol até chegarem às sobras, que ficam na extremidade leste do lago. E à medida em que o sol se movimenta, os animais se viram e voltam para a outra borda. Esse fenômeno faz com que as bordas do lago estejam rodeados, com uma espécie de geléia viva, o que garante é que estejam sempre acompanhadas pela luz do sol durante o dia. Lembrando que acompanhar a luz do sol ajuda a manter as águas-vivas protegidas de anêmonas, que tem as mesmas como a principal presa.

Mas agora vem a pergunta que não quer calar, e que muito provavelmente você queira saber: como podemos nadar com águas-vivas sem nos queimar, ou levar as suas famosas e ardidas picadas? Ao contrário do que muitos pensam, as águas-vivas douradas evoluíram sem os seus ferrões, já que elas sobrevivem apenas de algas e não precisam deles para capturar presas, sendo possível nada por algum tempo sem nem se quer sentir dor.

Fotografando no Jellyfish Lake:

Esse é um lugar muito procurado para fazer fotografias profissionais. E não é para menos, né?! O lugar é fotogênico por si só, mas uma câmera na mão e um profissional, as fotos ficam ainda mais incríveis. Muito fotógrafos vão nadando até o centro do lago, onde está a população mais densa de água-viva durante o dia, para fazer os seus cliques.

Com condições climáticas perfeitas, nuvens irregulares e sol alto, as fotos podem ser feitas cerca de 3m de profundidade.

No Underwater Photography Guide você encontra todos os detalhes para mergulhar e fotografar entre as águas-vivas.

Como chegar no Jellyfish Lake?

O lago está localizado a aproximadamente 45 minutos de barco do centro de Koror, a capital de Palau. Porém você precisa adquirir um passe que te dá um direito de 10 dias para nadar com as águas-vivas, com o custo de aproximadamente U$ 100.

E quais são as maneiras de chegar em Palau?

Você já deve até imaginar que chegar no destino não é uma tarefa muito fácil e nem muito rápida, não é?! São duas opções de trajeto saindo do Brasil:

  • São Paulo – Abu Dhabi – Seoul – Koror – tempo estimado de 35 horas de viagem;
  • São Paulo – Houston (USA) – Honolulu – Guam – Koror – considerando o tempo de viagem do Brasil aos Estados Unidos e mais aproximadamente 20 horas dos Estados Unidos ao ponto final.

Outras atrações turísticas em Koror:

  • Museu Nacional Belau e Bai;
  • Museu Memorail da Segunda Guerra Mundial;
  • Monumento e Vigia da Infantaria do exército americano;
  • Monólitos de pedras de Badrulchau;
  • Edifício da sede militar japonesa;
  • Airai Bai;
  • American Tanks;
  • Parque Memorial da Paz Peleliu;
  • Reserva Natural de Ngardok;
  • Kaigun Sho;
  • Caverna dos mil homens;
  • Cachoeira Ngatpang;
  • Capitólio Nacional de Palau;
  • Tanque e canhão japonês;
  • Edifício da usina japonesa.

Reserva Natural de Ngardok

Melhores hotéis em Koror, Palau?

É preciso saber…

  • Para visitar o Jellyfish Lake apenas uma manhã de duas horas de mergulho é o suficiente, porém para a viagem ser perfeita e valer super a pena, o ideal é aproveitar Koror por mais dias, que conta com diversos pontos turísticos históricos e interessantes;
  • Existem dois tipos de águas-vivas no lago, a água-viva dourada e a água-viva da lua – as duas são inofensivas para nós humanos;
  • Você pode mergulhar apenas a 15 metros de profundidade no lago, já que há sulfeto de hidrogênio no seu fundo, sendo prejudicial para nós;
  • Ao entrar no lago, use apenas filtro solar ecológico, pois os comuns não são só prejudiciais ao habitat, como o uso deles são proibidos e confiscados;
  • Brasileiros não precisam de visto para entrar em Palau, mas lembre-se que se a sua conexão for nos Estados Unidos, você precisará de um visto americano;
  • Para se locomover na ilha, a melhor maneira é de taxi ou alugar um carro – lembrando que por lá o trânsito funciona na mão inglesa;
  • Não esqueça o seu seguro viagem, para garantir a sua segurança e apoio para qualquer possível perrengue.

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E aí, quem vai encarar essa aventura inesquecível?!

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