Pin TPO Instituto Butantan: um passeio para colocar no roteiro de São Paulo

24 outubro, 2019
Autor: Redação

Um lugar importante, cientifico e o abrigo do motivo de pavor para muitos, o Instituto Butantan tem muito a oferecer, e viemos aqui para provar! Conheça a história do local, os seus importantes projetos e estudos, todas as espécies de cobra que abriga e saiba como poder tirar muito proveito de mais um lugar incrível de São Paulo.

No final do século XIX, em 1899, um surto de peste bubônica que teve início no porto de Santos – SP, fez com que o governo criasse um laboratório que trabalharia no combate à peste. O lugar escolhido para a instalação desse laboratório foi uma fazenda na zona Oeste da capital paulistana, A fazenda Butantan.

Seu primeiro diretor, Vital Brazil, um estudioso de saúde pública reconhecido internacionalmente, sempre se mostrou preocupado com a divulgação científica, com as descobertas do Instituto e elaboração de vacinas e soros.

Atualmente, o Instituto é um importantíssimo centro de pesquisas científicas e tecnológicas, atua no campo da biologia, da biomedicina, sendo o principal produtor de imunobiológicos do Brasil. E não é apenas no Brasil que o Butantan tem impacto com relação à saúde pública, por estar envolvido com órgãos e instituições de saúde e educação, o Instituto colabora com a saúde a nível global.

Além disso, o local também desenvolve pesquisas sobre animais peçonhentos e trabalha na elaboração de soros. Inclusive possui um hospital especializado no atendimento a vítimas que foram picadas por animais peçonhentos, o Hospital Vital Brazil, que desde 1945 também se dedica à pesquisa e ao ensino, sendo uma referência na área de envenenamento por animais.

O Instituto também possui atividades educativas e culturais em seus 4 museus – Museu Biológico, Museu Histórico, Museu de Microbiologia e o Museu de Saúde Pùblica Emílio Ribas -.

Porém, não podemos negar que umas de suas atrações mais populares é o Serpentário. Então vamos saber um pouco mais dele, antes de marcarmos a nossa próxima visita?!

Serpentário do Instituo Butantan: 

Quando alguém diz que vai ao Butantan, a primeira coisa que você pensa é em cobras, não é?! Não é pra menos, já que o Instituto possui uma extensa coleção de serpentes (além de outros animais) e é referência na elaboração de soro antiofídico.

Inaugurado em 1914, o Serpentário, que é ligado ao Laboratório de Ecologia e Evolução do Butantan, é um local onde várias espécies de serpentes da fauna brasileira são criadas em um ambiente com característica semelhantes ao seu habitat natural.

O espaço além de desenvolver pesquisas sobre os animais, sua biodiversidade e conservação, é aberto ao público e tem o fim de conscientizar os visitantes sobre a diversidade ambiental e sobre a importância de cada animal da nossa fauna.

Em um ambiente com muito verde, convidativo para um piquenique aos sons dos passarinhos, a visita é um excelente passeio para toda a família!

Lembrando também que o local recebe também a visita de grupos e escolas.

  • Endereço: Rua Emílio Ribas
  • Horário de Funcionamento: todos os dias das 7h às 18h
  • Contato: (11) 2627-9811
  • Email: ecoevo@butantan.gov.br
  • O serpentário é aberto ao público no período de abertura do parque do Butantan.

Projetos do Instituto Butantan: 

Projeto Mão na Cobra: Você já pensou em colocar as mãos em uma cobra de verdade? Desde 2007, o Serpentário desenvolve a atividade “Mão na cobra só no Butantan”, que tem como objetivo oferecer aos visitantes a oportunidade de ter falsas-corais e dormideiras em suas mãos. Mas não precisa ficar com medo, porque a atividade é acompanhada por biólogos, que estão ali para esclarecer todas as suas dúvidas sobre esses animais e também pra te convidar a pensar na importância das serpentes não só para a fauna, como também para a vida humana.

O evento acontece todas as quintas-feiras das 14:30 às 15:30. Aos feriados ou em caso de chuvas, o evento é cancelado.

Cobras do Brasil: Que o Brasil é um país com uma fauna riquíssima nós já sabemos, isso acontece devido à extensão territorial do nosso país, que faz com que tenhamos diferentes tipos de clima e vegetação ao longo do território nacional. E quando falamos de cobras, não é diferente. Nosso país possui mais 392 espécies de cobras, sendo que 63 são consideradas peçonhentas. Mas calma, qual é a diferença entre cobras peçonhentas e não-peçonhentas?

As cobras peçonhentas se caracterizam por serem predadoras que possuem peçonhas, que é uma substância tóxica produzida pelo animal e que pode ser inoculada em suas presas. Já as cobras não-peçonhentas, seriam aquelas que não possuem veneno em suas presas.

Apesar de muitas cobras do Brasil serem venenosas, somente duas famílias são consideradas peçonhentas:

Elapidae: a qual pertencem os dois gêneros Micrurus e Leptomicrurus, conhecidas popularmente como “corais-verdadeiras”. Estas cobras podem medir de 20 cm a cerca de um metro e meio, possuem pupilas redondas e escamas lisas que seguem um padrão de coloração composto por anéis pretos, vermelhos, brancos ou amarelos (ainda que algumas espécies da Amazônia não apresentam esse padrão). Costumam viver embaixo da terra, sendo pouco agressivas, o que significa que não costumam dar o bote e se portam de forma perigosa somente quando são manuseadas.
Muitas espécies que não são venenosas se confundem com as “corais-verdadeiras”, para saber diferenciá-las é preciso identificar sua dentição, então se você dar de cara com uma e ficar na dúvida, melhor não arriscar, já que apenas um especialista consegue identificar com uma rápida observação.

Além disso, é importante lembrar que a falsa-coral possui sim veneno, porém, nessa espécie, os dentes que transmite a substância ficam na parte de trás da boca do animal, sendo mais difícil de transmitir durante uma picada. Já em uma coral verdadeira, os dentes estão na parte da frente, podendo inocular o veneno com muito mais facilidade.

Viperidae: a qual pertencem os gêneros  Bothrocophias, Bothrops (conhecidos popularmente por jararacas, jararacuçus, urutus ou caissacas), Crotalus (cascavel) e Lachesis (surucucu ou pico-de-jaca). Estas cobras possuem a chamada “fosseta loreal”, pupilas verticais, escamas quilhadas e dentição solenóglifa, que se caracterizam por estar na parte anterior da maxila e que se projeta num ângulo de 90 graus na hora de dar o bote. Os gênero brasileiro dessa família se diferenciam entre si principalmente pela cauda. Enquanto as Bothrocophias e Bothrops (jararacas e urutus) têm a ponta da cauda lisa, sem guizo (chocalho), a Crotalus (cascavel) tem um chocalho na ponta da cauda e a Lachesis (a surucucu) possui uma escama no final da cauda em forma de espinho e as escamas do seu corpo lembram a casca de uma jaca.

Como já falamos, em alguns lugares, é mais comum do que a gente pensa, encontrar uma cobra passeando pelo mato. No entanto, se você encontrar a espécie que se assemelha à “coral-verdadeira” ou se você está na dúvida se aquela cobra é venenosa ou não, é melhor não se aproximar muito sem a supervisão de um profissional.

Recepção-de-animais:

Por ser um importante centro de pesquisa da vida animal, o Instituto recebe doações de diversos animais, como aranhas, escorpiões, serpentes e insetos. Os animais se destinam tanto à laboratórios e instituições, para a pesquisa, estudo e produção de soros, como para os museus do Instituto.

Você também pode fazer uma doação, mas caso isso aconteça, é importante fornecer a maior quantidade de informações possível, com detalhes sobre o lugar e a data da captura. É preferível que o animal esteja vivo, mas o Instituto também recebe animais mortos e se esse for o caso, a recomendação é guardá-lo em um recipiente fechado com um pouco de álcool etílico comercial.

Se houver qualquer dúvida com relação a como coletar o animal, solicite a ajuda de um profissional, principalmente no caso de serpentes.

A recepção de animais funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h (exceto feriados), na Avenida Vital Brasil, 1500.

Dúvidas e informações: (11) 2627-9885/9526 ou através do e-mail: sac@butantan.gov.br

Outras atividades do Instituto Butantan:

O Instituto Butantan é enorme e possui vários segmentos dedicados à pesquisa científica e saúde, além de diversas atrações abertas ao público:

Museu Biológico: Conta com uma exposição zoológica viva e permanente, com serpentes, aranhas, escorpiões, lagartos, peixes e insetos. Visitas e atividade educativas para grupos organizados, famílias e público comum.

  •  Endereço: Rua Emílio Ribas;
  •  Horário de Funcionamento: terça à domingo das 9h às 16h45;
  •  Contato: (11) 2627-9452;
  •  Email: museubiologico@butantan.gov.br;
  • Ingressos na Bilheteria.

Museu de Microbiologia: O principal objetivo do museu é aproximar os jovens à ciência, estimulando sua curiosidade, por meio de suas ações educativas, interativas e exposições com microscópios, animações e modelos em 3-D

  • Endereço: Rua Emílio Ribas;
  • Horário de Funcionamento: terça à domingo das 9h às 16h45;
  • Contato: (11) 2627-9640/9541;
  •  Email: museumicrobiol@butantan.gov.br;
  •  Ingressos na Bilheteria.

Museu Histórico: Com um acervo que conta com instrumentos científicos, equipamentos, objetos e mobiliário utilizado em distintas áreas do Instituto, o museu tem como objetivo a pesquisa, manutenção e divulgação de dados científicos e de saúde.

  • Endereço: Rua Emil Von Behring;
  • Horário de Funcionamento: terça a domingo das 9h às 16h45;
  • Contato: (11) 2627-9525;
  • Email: museuhistorico@butantan.gov.br;
  • Ingressos na Bilheteria.

Museu Emílio Ribas: Localizado em um edifício reconhecido como patrimônio cultural de São Paulo construído em 1893, o espaço é especializado em história da saúde pública. Atualmente, o local se encontra em reformas e está fechado para a visitação.

  • Endereço: Rua Tenente Pena, 100;
  • Contato: (11) 2627-3880;
  • Email: museuer.ib@butantan.gov.br.

Macacário: Neste espaço, a única colônia de macacos Rhesus do Brasil aberta à visitação pública, circula livremente pelo recinto, que tem 236 metros quadrados, cobertos com vegetação similar a de seu país de origem, um laguinho, balanços, pneus e troncos de árvores para escalar.

  • Endereço: Rua Rudolph Virchow;
  • Horário de Funcionamento: todos os dias das 9h às 16h45;
  • Contato: (11) 2627-9300;
  • Email: bioterio.central@butantan.gov.br.

 Reptário: Restaurado entre 2014 e 2015, o espaço é nada mais que um lugar de pesquisa sobre a biodiversidade, biologia e conservação, e oferece aos visitantes atividades educativas e a possibilidade de observar alguns répteis.

  •  Endereço: Rua Henrique da Rocha Lima;
  •  Horário de Funcionamento: todos os dias das 9h às 18h;
  •  Contato: (11) 2627-9455
  •  Email: hepertologia@butantan.gov.br

*O espaço está em manutenção, não sendo possível a observação dos animais nesse período.

Parque: Possui uma área de 750 mil m², com uma extensa área verde que serve de refúgio para as distintas espécies de seres vivos, melhorando as condições de vida do seu entorno. A rica fauna e flora da Mata Atlântica divide espaço com prédios históricos, museus e laboratórios.

  • Endereço: Avenida Vital Brasil, 1500;
  • Horário de Funcionamento: todos os dias das 7h às 18h;
  • Contato: (11) 2627-9300;
  • Entrada Gratuita.

Para mais detalhes e informações, acesse o site do Instituto Butantan.

Quem ainda não conhece, esse com certeza é um lugar para passear em São Paulo. E para quem não é da cidade, e está turistando por aqui, inclua o Instituto Butantan no seu roteiro, aproveita e dá um pulo nos posts incríveis do Tá Por Onde sobre São Paulo.

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