Pin TPO Instituto Adus, um projeto para a reintegração de refugiados

4 outubro, 2019
Autor: Redação

Tem vontade de se engajar em um trabalho voluntário brasileiro, mas não sabe como e nem por onde começar? Nós sugerimos a Adus, um instituo que ajuda refugiados do mundo inteiro, a serem capacitados e introduzidos da melhor maneira possível à sociedade brasileira.

Fique com a gente, conheça mais sobre esse importante trabalho e faça parte do projeto. 

É preciso olhar mais para o lado, e perceber que todos somos um, e que ajudar faz bem não só para o próximo como para a gente também. E por que não contribuir com as pessoas que estão tentando uma vida e oportunidades melhores em nosso país?

Felizmente podemos contar com diversas organizações que trabalham em prol a essas causas, dando todo o suporte e qualificações necessárias para que um cidadão ou uma família inteira, consiga conforto, paz, harmonia e recursos para sobreviver em um país tão rico e acolhedor como o Brasil.

Hoje viemos falar sobre o incrível e importante trabalho do Instituto Adus. Conheça:

O que é o Instituto Adus:

O Instituto Adus é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – fundada em 2010, para reintegrar refugiados e estrangeiros, que foram forçados por inúmeros motivos a migrar para o Brasil. Com sede em São Paulo capital, o objetivo dessa instituição é diminuir as dificuldades que essas pessoas enfrentam no momento de se integrarem em uma nova sociedade, seja pela falta de conhecimento da língua local, inserção no mercado de trabalho e até orientações jurídicas, a fim de reivindicarem seus direitos.

Quem a Adus ajuda:

Refugiados: Ao contrario de migrantes que mudam-se de país em busca de condições econômicas melhores, os refugiados são aqueles que procuram o deslocamento, seja em qualquer país pacífico, em busca de salvar suas vidas ou preservar a liberdade, são pessoas que devido à raça, religião, filiação em determinado grupo social, nacionalidade ou divergências políticas, precisam recorrer de acolhimento em outros países, não podendo contar com proteção de sua terra natal.

Requerente de Asilo: A pessoa que se considera um refugiado, porém ainda não conta com documentações e pedidos avaliados. O sistema do Brasil referente ao asilo, determina, através de procedimentos, se são refugiados ou apenas requerentes de asilo. Caso esse procedimento aponte que o cidadão não seja um refugiado, e não precise de uma proteção internacional, ele pode ser enviado de volta ao país de origem. Já em casos de deslocamentos em massa, que são causados geralmente por violência ou conflitos, não haverá como entrevistar cada cidadão que quer cruzar a fronteira, mesmo porque na maioria das circunstâncias o motivo de fuga é evidente.

Pessoas em situação análoga ao refúgio: Aqueles que migram por motivos ou situações de limites e vulnerabilidade, como cidadãos que passam fome, sofrem ou sofreram algum risco, por desastres climáticos por exemplo.

Refugiados no Brasil:

Segundo o Instituto Adus, mesmo o Brasil tendo validado e recepcionado a Convenção de 1951 e o Protocolo de 1967, só houve de fato uma política de recepção de refugiados a partir de 1977, quando a ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) através de um acordo com o governo brasileiro, instalou um escritório no Rio de Janeiro, em prol a esses cidadãos que precisam dessa ajuda.

Naquela época, o escritório do ACNUR era procurado apenas por argentinos, chilenos, uruguaios e paraguaios, que eram pessoas transferidas de países da Europa, Canadá, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos.

Em 1979, o Brasil recebia cerca de 150 vietnamitas, onde não eram reconhecidos como refugiados. Porém, graças à intervenção do ACNUR, essas pessoas foram aceitas em terras brasileiras na condição de imigrantes. Nesse mesmo ano, muitos cubanos chegam aqui, e são recebidos pelo governo do Paraná, sendo posteriormente transferidos para São Paulo, onde foram assistidos pela Comissão de Justiça e Paz.

No ano de 1982, o governo do Brasil prioriza o reconhecimento do ACNUR, fazendo com que haja comprometimento nacional em relação à proteção dos refugiados. Os brasileiros finalmente começam a pensar no assunto com mais atenção e preocupação, e em 1986, o governo acolhe 50 famílias iraniana, perseguidas pelo seu país por motivos religiosos. Já entre os anos de 92 e 94, o país abriga aproximadamente 1.200 angolanos que fugiam após as eleições, devido a conflitos e violência geral.

Finalmente, em 22 de julho de 1997, foi aprovado, sancionada e promulgada a Lei nº 9.474 Refúgio no Brasil, pelo Presidente da República, onde criaram um Estatuto Jurídico do Refugiado.

Projetos do Adus:

Aulas de português: Nesse projeto a ONG oferece aulas de português para que os refugiados possam se comunicar minimamente, além de ler e escrever, para então conseguirem mais condições e oportunidades para se integrarem ao nosso país.

Trabalho: Ter um trabalho é fundamental para essas pessoas começarem a retomar uma nova vida em outro país. A Adus tem um projeto em prol da inserção de refugiados no mercado de trabalho brasileiro, capacitando-os para que possam viver de maneira independente.

Mente Aberta: Além das aulas de português, o instituto oferece aulas de francês, espanhol e inglês, sendo os professores refugiados. O projeto Mente Aberta, além de gerar renda para ajudar essas pessoas, contribui com a troca social, cultural e histórica entre alunos brasileiros e refugiados.

Como você pode ajudar:

O instituto disponibiliza três maneiras diferentes para ajudarmos, veja só como:

Envolva-se: Seja responsável por um projeto do instituto. A equipe do Adus se disponibiliza a montar uma campanha para que você possa se apadrinhar, divulgar e receber as doações. Para mais informações desse trabalho, acesse o site do Adus.

Contrate um refugiado: Tem uma empresa ou trabalha em algum lugar que está contratando funcionários? Por que não priorizar ou separar algumas vagas para refugiados? Para fazer parte dessa causa e mudar a vida de uma pessoa, você precisa preencher um formulário, clicando aqui.

Doe: Desde a sua inauguração, o instituto já beneficiou mais de 6 mil refugiados Se você também quer fazer parte dessa corrente e ajudar muitas pessoas que estão tentado se reintegrar na nossa, acesse esse link para fazer uma doação. 

Como se voluntariar na Adus:

O instituto conta com ajuda de voluntários para divulgar os seus trabalhos e atrair cada vez mais apoiadores, portanto, se você já tem mais de 20 anos, se interessou pelos projetos e causa, e tem vontade de mudar o mundo em que vive, mande um e-mail para marcelo.haydu@adus.org.br .

Se você, assim como nós, se apaixonou pela causa e por esse projeto, acesse o site do Instituto Adus, a sua sede está em São Paulo na Avenida São João, 313, 11º andar, no Centro.

E para conhecer outros projetos de trabalhos voluntários, temos um espaço dedicado para esse assunto tão importante, clique aqui e confira!

 

 

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