Tudo sobre Capri e Costa Amalfitana por Gabriella Bartelle

23 julho, 2018
Autor: Redação

A designer de moda, Gabriella Bartelle de 26 anos, recebeu um convite para um casamento para lá de especial em Capri, na Itália, e decidiu estender essa viagem pela Costa Amalfitana. O resultado? Uma semana incrível e cheia de experiências inesquecíveis em sua bagagem.

Tivemos a oportunidade de receber em primeira mão todas as dicas desse lugar paradisíaco. Entre aqui e confira tudo com a gente!

 

TPO – O que te inspira e te move na busca de novos destinos e viagens?

GABI: Assim como muita gente, eu sou apaixonada por viajar. Programar viagens e sonhar com o próximo destino ocupam boa parte do meu tempo livre. Talvez o que eu mais goste seja de sair da minha rotina, como se tirasse férias da minha própria vida e percebesse na prática, como o mundo é imenso e cheio de culturas diferentes. Não posso dizer que as paisagens não me motivem a escolher um destino ao invés vez de outro. Sempre sonho com o momento em que vou conhecer o local de determinada foto que vi. Mas não são só os cenários que me encantam, sou louca por hotéis e restaurantes também…Muitos dos lugares na minha lista de futuros destinos só estão lá por causa de um determinado hotel que adoraria conhecer.

 

TPO – Qual foi o melhor conselho que já recebeu sobre “viagens”?

GABI: Uhmm… Alguns! Vocês podem escolher o que gostarem mais!

  • “Coma a comida típica do local!”. Parte de viajar é experimentar a cultura do país, literalmente experimentar.
  • “Não tenha vergonha de ser um turista, afinal, você é!”. Pergunte, tire muitas fotos, pronuncie palavras erradas…Não tem problema, todos nós somos turistas em alguns momentos.
  • “Se tiver tempo, organize sua própria viagem”. Esse conselho é meu. Quando passei a ver algumas viagens por conta própria, me apaixonei ainda mais… Você acaba tendo uma noção bem melhor sobre o destino e, começa a curtir a viagem muito antes de ela começar.

TPO – Depois de já ter conhecido e desbravado alguns destinos, o que ainda te assusta? 

GABI: Viajar sozinha. Não o fato de pegar avião e tal, mas fazer uma viagem inteira sem companhia. Nunca consegui…Só de pensar em comer sozinha em um restaurante já fico apreensiva. Que bobagem né? As coisas que deixamos de fazer por medo…

 

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TPO – Playlist da Trip:

GABI: Esse ano, pela primeira vez, fui ao Coachella, um festival de música que acontece no deserto da Califórnia. Foi muito incrível e fiquei viciada em algumas bandas que assisti por lá. Então, basicamente, só tenho isso no meu celular: Portugal. The Man, SZA, HAIM, Jessie Ware, BORNS e lógico, Beyoncé!

 

TPO – O que não pode faltar nessa mala?

GABI: Depende, se você for super fashionista, pode levar todas as roupas do armário porque paisagens lindas para as suas fotos não vão faltar. Do contrário, não esqueça de roupas confortáveis, é uma viagem em que se anda muito e muitas vezes se passa o dia no mar.

Tem gente vestida de todos os jeitos, mas se quiser entrar no clima de praia italiana, eu levaria uma camisa de linho e pronto! Dependendo da época, junho, por exemplo, vale levar uma jaqueta para as noites mais frescas. Importantíssimo: Se enjoar com facilidade, não se esqueça de levar um remédio! Você vai precisar pegar um barco para chegar em Capri e as estradas da Costa fazem muitas curvas.

 

TPO – Como você chegou lá?

GABI: Primeiro gostaria de dar uma dica incrível de um site que uso muito para viajar. Chama rio2rome.com . Você só precisa colocar dois destinos e ele te fala todas as formas possíveis de ir de um para o outro. É muito útil!

Eu saí de São Paulo (GRU) direto para Roma (FCO), onde dormi uma noite. No dia seguinte, peguei um trem de Roma Termini para Napoli Centrale. Gosto muito de viajar de trem, acho mil vezes mais tranquilo do que avião e, nesse caso, é rapidinho, uma hora só. Em Napoli, pegamos um transfer que nos levou para Positano – mais uma hora. Você super consegue fazer esse trecho de táxi (o preço é parecido, mas no transfer cabe mais gente). Outra opção é alugar um carro, vale a pena se você for conhecer várias cidades da Costa, caso não, acaba sendo mais dor de cabeça, devido à dificuldade de estacionar nas cidades.

Ficamos em Positano três noites e então pegamos uma balsa para Capri – super simples! Compramos na hora e, em 40 mins, já estávamos na Ilha. Importante: Veja os horários das balsas um dia antes e talvez, se for alta temporada, compre o bilhete com antecedência.

Para voltar pegamos a balsa de Capri para Napoli, o trem para Roma e um voo para São Paulo. Se possível, aconselho dormir um dia em Roma, é gostoso passear por lá, e se for direto, a viagem pode ficar um pouco cansativa.

 

TPO – Mala de rodinha ou mochilão?

GABI: O destino não tem muita cara de mochilão, mas talvez seja a opção mais fácil, uma vez que você precisa pegar trem e balsa. Além do que, os hotéis ou o serviço do porto cobram uma média de 15 euros por bagagem, para levar suas malas do porto para o hotel e vice versa.

 

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TPO – O que não dá pra perder?

GABI: Difícil. Mas acho que fazer um passeio de barco seria o programa número um. Eu sou um pouco suspeita porque amo estar no mar, mas acho que é indispensável se você for até Capri. Ver a Ilha do barco é outra coisa, tirando que você já aproveita e vê a Gruta Azul e outras grutas lindas que tem por lá.

Nós fizemos esse passeio com o barco do restaurante Da Paulino. Foi incrível! Eles levaram um piquenique para nós que fez toda a diferença! As melhores alcaparras que já comi e o maior tomate que já vi. Tirando que o passeio termina com Limoncello feito no próprio restaurante. Para reservar esse barco basta mandar um e-mail para o hotel.

Dica de ouro: Não esqueça aquele remédio para enjoo. Mesmo quem está acostumado, o barco mexe muito e isso pode acabar com o seu passeio.

 

TPO – Onde e o que comer?

GABI: Roma: O restaurante Santa Lucia (Aquele da Julia Roberts em Comer, Rezar e Amar) é uma boa para almoço. Nós adoramos tomar um aperitivo no Zuma de Roma (os italianos chamam de aperitivo quando vão em um bar no fim da tarde tomar um drink, nosso famoso “happy hour”. Muitas vezes você vai em restaurantes que estejam servindo aperitivo e paga só os drinks, podendo pegar o que quiser do buffet de comidas). A vista é linda e o lugar bem animado, ideal para ver o por do sol no rooftop. Uma dica para o jantar é o Dilla, que fica perto da Piazza di Spagna.

Positano: Vou ficar devendo essas dicas pois estávamos lá para um casamento e não conhecemos quase nenhum restaurante, a não ser o Chez Black, que fica no porto e tem uma comida excelente.

Capri: Boa parte do programa aqui são os restaurantes. Na minha opinião os que não podem faltar são (em ordem):

  • Da Paulino Algumas pessoas acham turístico, mas a verdade é que a Ilha toda é turística de certa forma, e esse é um dos restaurantes mais charmosos que já fui. Não tem como a comida deliciosa e o ambiente único não te conquistarem. Dica: tente ir jantar mais cedo, as fotos ficam mais bonitas! Não deixe de experimentar o Limoncello.
  • Il Riccio – Restaurante lindo em cima da Gruta Azul. Se tivesse que escolher um único lugar para almoçar, seria esse! Peça qualquer prato com frutos do mar, fique encantando com a sala de sobremesas e, se sobrar um tempinho, tome um drink no andar de cima com a vista para o mar azul.
  • La Fontelina – O restaurante em si não é nada de outro mundo, mas eles têm uma área para tomar sol que é muito gostosa! Fica bem em frente ao Faraglioni, então a vista é, com certeza, uma das melhores. Dá para passar o dia por lá, pedindo entradas e drinks.
  • Il Geranio – Aconselho ir no almoço e pedir uma mesa na varanda. A vista da para o Faraglioni e para os Jardins d’Auguste.
  • Aurora – Para jantar, a dica é ir mais no centro da cidade. Comida muito boa, lugar bonito mas, talvez, mais convencional. O legal aqui, é que fica bem “badalado” conforme vão passando as horas.
  • Villa Verde – É um restaurante maior, no centro. Fomos jantar e pedimos pizza (experimente a trufada) e vinho. Melhor opção para um programa mais descontraído e, ainda assim, bem gostoso. Se você quiser esticar a noite, eles têm uma balada chamada VV que parece animada!

 

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TPO – Onde se hospedou?

GABI: Ficamos em muitos hotéis diferentes.

Roma: Na ida ficamos no Babuino 181. Muito bom, quartos espaçosos, staff atencioso, localização ótima – pertinho da Piazza de Spagna – walking distance de vários bons restaurantes e lojas. Achei que vale bem a pena! Na volta, ficamos no Roma Style Hotel, bem ok. Não gostei tanto, o ambiente é escuro e o café da manhã é muito fraco, mas os quartos são bons e a localização também é excelente.

Positano: Como o motivo da viagem foi um casamento na cidade, ficamos no hotel onde foram as festas, o Villa San Giacomo. Honestamente, não sei muito bem como a Villa funciona em uma temporada normal, uma vez que estava inteira reservada para os noivos nesta ocasião. Mas se posso dar uma sugestão para quem está querendo conhecer a região, seria: só fique em Positano se estiver fazendo uma viagem por toda a Costa Amalfitana (Positano, Revello, Amalfi…), do contrário, fique em Capri e visite Positano durante o dia. Sim, a cidade é maravilhosa e a vista talvez seja até a mais bonita da região, mas Capri tem mais estrutura para receber turistas, além de Positano ser pequena e possível  de conhecer em um único dia.

Capri: Ficamos uma noite no Quisisana. Se puder, fique lá! Os quartos menores não são nada demais, porque a construção é bem antiga, mas todo o hotel é ótimo, restaurantes, piscina, staff…É o hotel mais tradicional da Ilha! Não é o mais caro, mas com certeza tem a melhor localização, e você consegue “sentir o clima” do lugar. Mesmo não se hospedando lá, não deixe de passar um fim de tarde sentado no bar do hotel (que dá para a rua) tomando um Limoncello e vendo o movimento. É muito charmoso. Nos outros dias, ficamos em um hotel mais em conta que se chama Mamela. Muito bom também! Ele é um pouco mais afastado do centro, mas continua muito bem localizado. O quarto era ótimo, bem espaçoso, limpo e com um terraço grande. As áreas comuns eram boas, mas nada de especial, e o serviço deixava a desejar muito comparado com o Quisisana. Mas com certeza é uma boa opção com um preço relativamente melhor.

 

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TPO – Em qual época do ano você escolheu ir para esse destino?

GABI: Nós fomos em junho, no comecinho do verão. Época perfeita! No caso de Roma, você pode ir durante o ano inteiro, já Positano e Capri são lugares de temporada. Os meses bons vão de junho a setembro, mais ou menos. Lembrando que julho e agosto são meses bem lotados. No hotel, nos indicaram voltar em setembro, numa próxima vez.

 

TPO – Fatos engraçados:

GABI: Positano é uma cidade inteira construída na encosta, o que significa muitos degraus! Toda vez que tínhamos que ir do porto para o hotel (normalmente depois de um jantar acompanhado de bastante vinho) chegávamos a subir quase 400 degraus, de salto! Isso virou uma brincadeira e ficamos correndo nos degraus ladeira a cima como se fizéssemos um HIIT todos os dias.

 

TPO – Cereja do Bolo:

GABI: Acho que foi estar com alguns amigos muito especiais em lugares tão lindos. Passar o dia bebendo na praia e dando risadas com a minha concunhada foi muito bom, sem falar nos jantares com alguns dos nossos melhores amigos. Companhia em viagem é sempre a cereja do bolo. Mas uma coisa que não vou esquecer nunca, foi quando o nosso barqueiro em Capri terminou o passeio nos levando na Gruta Azul. Ao invés de entrarmos com os barquinhos pequenos que tem por lá, esperamos todos irem embora e fomos nadando para a Gruta. Me senti tão bem dentro daquela água fria e azul turquesa! Foi uma sensação única.

Amamos essa viagem, e você? Se já esteve por lá, compartilhe sua experiência conosco!

 

 

 

 

 

 

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