BALI

1 abril, 2014

Bali. Como esperei por esse momento. Não sei porque desde o início da viagem tinha essa sensação estranha e muito forte dentro de mim, de que ao chegar aqui algo iria acontecer… Intuição, ou simplesmente uma influencia dos muitos testemunhos escutados ao longo da viagem a respeito desse pedaço de paraíso? Do tipo de arrancar suspiros de muitas pessoas. Inclusive meus sem ao menos conhecer. Bem, ainda não sei, tenho 3 meses pela frente para descobrir.

Passou-se apenas uma semana, ainda estou processando tudo isso, e precisarei de mais um tempo para digerir esse alimento parrudo, tipo uma feijoada, chamado Bali. Desde que cheguei tudo parece fluir perfeitamente. Nunca me senti tão parte de um lugar, tão encaixada, tão vivendo o momento certo na hora certa. Desde o lugar que estou hospedada, as pessoas que tenho conhecido, o trabalho voluntário que consegui até os restaurantes que já tive o prazer de me deliciar.Aqui as pessoas sorriem com a alma, te escutam e se interessam de fato pelo que você tem a dizer e oferecer, me olham como se eu fosse um ser alienígena muitas vezes, talvez por conta do meu 1,83cm, aqui é todo mundo “compacto”…rs! mas até os olhares estranhos, intrigados, só me instigam mais a me aproximar desse povo e cultura. Tamanha riqueza eles tem a nos oferecer.
Cheguei num momento especial, não só porque hoje é meu aniversário, mas também por conta do Nyepi, o dia do silêncio, que esse ano aconteceu em 31 de março, um dia antes de eu completar 28 primaveras. Coincidência mais uma vez? Novamente, não sei. Só sei que passar a virada de mais um ciclo na minha vida simplesmente em silêncio, deitada na praia admirando o céu mais estrelado que já vi na vida, com a ilha inteira apagada, em contato comigo mesma, descobrindo a cia incrível que eu tenho ao meu lado 24 horas por dia e muitas vezes eu não dou bola. Uma tal de Ligia Costa. Foi simplesmente mágico.
Volto para contar sobre as cerimônias, explicar o que foi esse tal de Nyepi, sobre o meu trabalho na Fundação Bali Life e  os planos por aqui. De qualquer forma, queria deixar registrado um trecho de uma crônica da Martha Medeiros, do livro Feliz por Nada, que devorei em 2 dias e me fez refletir bastante, espero que gostem.
“Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto “ser amigo de si mesmo”.Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha “sou rebelde porque o mundo quis assim”. Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde”. 

#juliarobertsfeelings
Beijos, saudades,
Li
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1 Comentário:BALI

  1. Marcela

    Oi Ligia, adorei sus histórias. Também já morei na Austrália, mas não tive a oportunidade de conhecer a Asia. Estou considerando muito passa um tempo em Bali e fazer trabalho voluntário em troca de acomodação. Pode me contar mais sobre sua experiência, o trabalho, custos, se 3 meses foram suficientes.. enfim..

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