SURF IS UP!

17 dezembro, 2014

Acordei cedo ontem e corri para Pipeline debaixo de chuva para ver se o campeonato estava ON ou OFF. Como nada estava rolando por lá voltei pra casa ainda beeeem cedinho e resolvi tirar uma soneca. Não consegui. O cel não parava de apitar porque já era tarde no Brasil. A primeira msg era do meu pai, perguntando, não se eu estava bem, mas se o Medina estava bem.

A segunda, era um desabafo de um amigo gay, dizendo que tinha sonhado que estava pegando o…Medina (!). Meu sono se foi.

A terceira, era uma foto da sala da casa da minha mãe com uma tv enorme e o texto escrito pela minha irmã médica (zero surf) : “Coloquei Apple TV na sala para ver o campeonato com a mamãe. Avisa quando começar.”

Dez minutos depois, os amigos que sempre acompanharam o esporte comigo mandavam tabelas com gráficos de vento, questionavam os cancelamentos da ASP (Associação dos Surfistas Profissionais), comentavam o freesurf dos dias anteriores, enquanto eu cruzava nos cafés e foodtrucks com a imprensa não especializada morta de sono, vestindo camisa de manga longa e perambulando por aqui ainda tentando entender como tudo funciona, quem é quem.

Com o efeito Medina, a mídia de massa que nunca deu espaço para o esporte (só eu levei OITO nãos nos últimos 4 anos ao oferecer um perfil do garoto) teve que rebolar para as coberturas e acabou realocando o pessoal especializado em futebol ou F1 para as areias. Vai ser bem ruim por um tempo, mas vai ajudar o mercado a se estruturar, assim espero.

Mas não é só o público e a mídia que estão mudando. Pela primeira vez em muitos anos os surfistas brasileiros estão sendo tratados no mesmo nível que os gringos, seja pelo público que já acompanhava o esporte, seja pelos patrocinadores. Há pouco tempo eles tinham que dormir em sofás por aí enquanto companheiros da mesma marca dormiam em casas de frente para o mar.

Lembro quando isso aconteceu com a Fórmula 1, e o Brasil passou a acordar mais cedo no domingo para ver Ayrton Senna. Aconteceu também com o tênis e a Globo passou a transmitir os jogos do Guga. As escolinhas ficaram cheias e o esporte ganhou outro fôlego.

Chegou a hora do surf tupiniquim, que aliás vai além de Medina, a chamada Brazilian Storm. (Falando nisso….ainda não recuperei o folêgo daquele seu tubo no round 2, hein Jadson André)

Seja Medina o novo Guga Kuerten ou o novo Ayrton Senna, o fato é o seguinte: surf is up! Seja você um novato ou um antigo amante do esporte, entenda que o surfe é muito mais do que saber pegar onda e seja bem-vindo.

medina2

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